ÁREA DO SÓCIO




HISTÓRIA DO ESTÁDIO

10H34 18/05/2015 - VINÍCIUS CONRAD

Do antigo pavilhão de madeira ao colosso de concreto da Boca do Lobo. Mais de um século de glórias enraizadas no coração da cidade. Palco de grandes confrontos e momentos inesquecíveis para milhares de apaixonados. Conheça essa história aqui.n/d

Esporte Clube Pelotas nasceu em 1908, com a fusão das duas mais fortes associações esportivas da cidade: o Club Sportivo Internacional e o Football Club. Imediatamente após a fundação, o Pelotas passou a ocupar o terreno da avenida Bento Gonçalves, que pertencia ao extinto Internacional. Em tempo recorde, um pavilhão de madeira para oitocentas pessoas  foi erguido para a festa de inauguração, na tarde de 25 de outubro de 1908.

-> As primeiras partidas

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Na histórica tarde de inauguração do então chamado Estádio da Avenida, o Sport Club Rio Grande, clube mais antigo do país, foi convidado para a disputa de dois confrontos. A preliminar seria entre os segundos times, com goleada áureo-Cerúlea pelo placar de 5×1. O primeiro gol do Pelotas foi ali assinaladopor Adalberto Barcellos. A partida entre os primeiros quadros foi vencida pelo Rio Grande por 3 a 2, tendo Curt Rheingantz assinalado o primeiro e também histórico gol pela equipe principal do Esporte Clube Pelotas. O Rio Grande mantinha-se invicto desde a sua fundação. Até que em 24 de outubro de 1909 o Pelotas recebeu novamente o “vovô”, vencendo o confronto por dois a zero. Dois anos mais tarde, o Pelotas desafiou e venceu a todos os campeões regionais do estado, recebendo o título de “campeão estadual” de 1911, por unânime aclamação.

-> 1917 – Remodelação do Estádio

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No final de 1916, sob a presidência de Francisco Simões, o Pelotas resolveu investir em instalações novas e confortáveis para o Estádio da Avenida. As obras foram concluídas em menos de dez meses, e o Pelotas podia se orgulhar; havia incorporado ao seu invejável patrimônio a principal praça de esportes do Rio Grande do Sul, que nada ficava a dever às melhores do Rio de Janeiro e de outras grandes metrópoles nacionais. Ocupando uma área de 27.000 m², foi implantado um novo gramado assentado sobre uma excelente malha de drenos. Ao redor do pavilhão, ergueu-se três quadras de tênis com observatório coberto, pista de patinação e mastro semafórico, utilizado para marcação dos resultados dos jogos.

Em 1919 o Pelotas festejou as reformas do seu estádio recebendo a Seleção Argentina, que retornava do Rio de Janeiro onde havia disputado a Copa Sul-Americana. O Pelotas fez frente ao forte adversário e a partida ficou em zero a zero. Em 1930 o Pelotas conquistava mais uma vez o o título de Campeão Estadual, e em 1944, no dia do seu 36° aniversário, o clube recebeu a posse definitiva do terreno e do estádio, passando ser o proprietário oficial de todo seu patrimônio.

-> 1948 a 1960 – Os primeiros refletores iluminaram partidas históricas

Na comemoração de seus quarenta anos, o Pelotas convidou o S. C. Internacional, de Porto Alegre, para o jogo de inauguração dos refletores no Estádio da Avenida. O conjunto de luminárias, que nos dias atuais seria considerado deficiente, era excelente para os padrões de 1948. O Pelotas venceu a partida por 3 a 2, dando seqüência a uma escrita que se tornava repetitiva naqueles anos: vencer o Internacional na Avenida.

Em 1949 a Avenida seria palco de mais uma grande partida: Pelotas x Vasco da Gama. A cidade parou para ver  o confronto contra a equipe que era base da Seleção Brasileira para a Copa de 50. Foi uma partida eletrizante, com gols alternados até o placar final de 3×2 para os visitantes.

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Já em em 1958, ano do Cinquentenário, o Pelotas emplacou uma série de vitórias contra diversos adversários gaúchos. Ao Estádio da Avenida vieram também o Rampla Junior de Montevideo (1×1), o campeão paulista São Paulo F. C. (0x0), o campeão carioca Fluminense (vitória do Pelotas por 4×3) e finalmente o Internacional, para mais uma vitória do Pelotas: 3×1.  Em 1960, foi a vez de receber o Flamengo (RJ), para o empate em 1×1.

-> 1962 a 2008 – Modernização do Estádio

Em 1962 o Pelotas conquistou o Torneio Sesquicentenário de Pelotas, comemorativo aos 150 anos de fundação da cidade. Aquele ano ficaria marcado como o início da modernização do estádio, com a inauguração do pavilhão social de concreto, com cobertura, abrigando cadeiras cativas e novas dependências internas na parte frontal à praça Júlio de Castilhos para vestiários e administração. A obra seguiria lentamente e por etapas, porque os tempos já eram outros e o departamento de futebol exigia grandes receitas. O pavilhão social inaugurado em 1962 está diretamente ligado à iniciativa e ao trabalho de um grande áureo-cerúleo: Dirceu Mendes de Mattos.

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Em 1977, em plena era do  goleador Flávio Minuano, ocorre a inauguração de um novo sistema de iluminação. Em 1983, o estádio da Boca do Lobo, como já era nacionalmente conhecido, ganha a monumental arquibancada da rua Gonçalves Chaves. A conclusão dessa obra deve-se à operosidade e competência de outro grande áureo-cerúleo: Sidney Salengue Gomes. Em 1988 o Pelotas inaugurou a grande arquibancada da avenida Bento Gonçalves e o Shopping Lobão, aumentando a capacidade do estádio para 18 mil pessoas.

Em 2002, sob a presidência de Carlos Augusto Tavares, o Pelotas dá um derradeiro salto de qualidade. Graças à uma parceria com a Petrobras, o gramado é totalmente replantado, o  alambrado e as passarelas são reformados e inicia-se a construção de uma nova arquibancada. Já na proximidade dos 100 anos, sob a presidência de Luís Antônio Aleixo, a arquibancada da rua Amarante é finalizada, fechando os espaços e atingindo a capacidade de 25 mil espectadores bem acomodados.

-> O apelido  “BOCA DO LOBO”

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Situado no quarteirão formado, pela Avenida Bento Gonçalves, Praça Júlio de Castilhos, ruas Dr. Amarante e Gonçalves Chaves, o estádio faz esquina com duas artérias que se cruzam num ângulo semelhante ao de uma boca de lobo – a avenida Domingos de Almeida e a rua Gonçalves Chaves. Aquele ponto urbano já era há muito tempo conhecido como Boca do Lobo. E o estádio do Pelotas, com o passar dos anos, foi sendo chamado de Estádio da Boca do Lobo, ou simplesmente Boca do Lobo.

De maneira natural, o mascote áureo-cerúleo de fraque e cartola deu lugar à imagem de um lobo, fato que acompanhou a popularização do clube. A idéia logo se alastrou, a fera agregou-se ao Pelotas e o Pelotas incorporou o lobo nos seus símbolos, nas torcidas organizadas e nos seus hinos de guerra.

Numa extraordinária coincidência, deu-se conta o áureo-cerúleo que o seu azul e amarelo, em idênticos matizes, era o mesmo do insuperável campeão argentino e mundial, Club Atletico Boca Juniors, que portava no nome – por força de seu bairro de origem -, o mesmo vocábulo que o Pelotas ostentava em seu estádio. E assim, de Boca a Boca, o Pelotas fez-se irmão de cores e de sangue do magnífico Boca Juniors do popularíssimo bairro de Buenos Aires, por duas tradições populares diretamente vinculadas à localidade de suas canchas, culminadas com as mesmas cores na bandeira e na camisa: Boca do Lobo / La Boca, numa coincidente, mágica e histórica confluência entre dois clubes centenários.

-> Últimas grandes partidas

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Em 1994 a Boca do Lobo sediou um confronto histórico contra a seleção da Rússia, que seria o primeiro adversário do Brasil na Copa do Mundo do Tetra. O resultado da partida foi 2×1 para os russos, com destaque para a presença de Parreira e Zagallo nas tribunas.

Em 2010 a Boca do Lobo sediu ainda, além dos grandes confrontos do Campeonato Gaúcho, partidas históricas contra o Fluminense do Rio de Janeiro, Cerro Largo do Uruguai e Cerro Porteño do Paraguai. Neste ano também foram realizadas novas melhorias no estádio com a total reforma dos vestiários da casa, a instalação da nova loja Lobomania e a implantação das catracas eletrônicas. Já em 2011, o Pelotas faz nova parceria com posto de serviços Ypiranga, viabilizando uma reforma total no vestiário e no túnel de acesso das equipes visitantes.

O Pelotas possui hoje, somando-se a Boca do Lobo e o Parque Esportivo Lobão, a maior estrutura social e esportiva do interior do estado. A Boca do Lobo, erguida no coração da cidade, desfruta de um ponto comercial estratégico, em área de intenso movimento diurno e noturno. São aproximadamente 60 unidades comerciais, incluindo as esquinas da Churrascaria Lobão, a Galeteria Lobão, o Posto Petrobrás, o Posto Ypiranga e outras 23 unidades comerciais construídas ao redor do estádio, além de 33 salas de escritório no Shopping Lobão.






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