ÁREA DO SÓCIO




O VERDADEIRO ESPÍRITO DO TORCEDOR ÁUREO-CERÚLEO

12H58 28/05/2017 - TALES LEAL

n/d

Ao sr. Luis Antônio de Mello Aleixo.

Caro Amigo,

No ônibus, ao passar perto de Turuçu, me apercebi que chovera. Chovia não; era uma tempestade. Calculei que seria hora de crepúsculo dissimulado. O Sol, atropelado pelas águas furiosas, fugia para detrás das nuvens.

Era, meu caro Presidente, a ira da meteorologia, também ela indignada com as notícias de Lajeado. Perderamos. Mais que isso: se apropriaram de nosso reservado – e nos últimos anos, inexitoso – sonho de acesso, desrespeitosos com nossa história centenária.

Por isso, a tormenta: o céu sabia que merecíamos mais;  que se fizera mais uma injustiça; que o Pelotas é um Clube, e não apenas um mero e circunstancial time de futebol; que, pelo de antes, pelo de agora e pelo de amanhã, o Áureo-Celúreo tem, por direito de conquista, lugar reservado na cultura pelotense. E também na gaúcha. Mas nós sabemos, caro Presidente, que não se pode viver do passado, porque já passou; nem do futuro , que ainda não chegou.

Presidente, louvo seu fanatismo controlado; admiro sua aceitação renovada dos desafios que se sabe, antecipadamente, quão difícil será resolve-los; encanta-me sua tranquilidade de administrar o desequilíbrio orçamentário, na falta de receita, que é pouca, ante uma despesa que leva sempre ao déficit. Enfim, registro sua confissão – pior de tudo, porque é verdadeira – de que se contratou mal. É um pedido de desculpas. Não, um pedido de perdão.

A carta está ficando longa, desnecessariamente. O que me motiva a escrever é agradecer. Como torcedor; quero vitórias mas, a contragosto, até convivo com derrotas. Não em demasia. Enfim, otimista, quero acreditar que a maior fúria da tormenta já passou.  Continue na sua luta pacífica, sem armistício que é também a nossa. Acredito que, pela ideologia escolhe-se um partido (isso, nos pretéritos, quando existiam); por amor, a mulher amada; por paixão, o time que jamais trocaremos.

Presidente, agora é tempo de fazer soar o toque de reunir. É hora de somar. O Pelotas precisa de todos. E cada um precisa do patrão da Avenida. A derrota passageira é muito menor que a nossa paixão por um Clube que tem passado e terá futuro. O presente, momentaneamente penumbra, é uma nuvem entre dois clarões.

Tenha certeza da solidariedade, não só minha, mas de todos os áureo-celúreos, que somos muitos.  Incontáveis, como as estrelas que iluminam o céu de verão.

Não nos deixaremos abater. Enfim, tenho (e temos) consciência de que há um sentimento que se impõe no coração e na mente do verdadeiro torcedor, quando brada a sua verdade:

ORGULHA-SE DE SER ÁUREO-CERÚLEO.

Carlos Alberto Chiarelli






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